junho 29, 2009
Há cada pessoa...
O L. é uma delas. Como é possivel alguém que já fez um curso e se gaba de ter um MBA (sim porque eu e os demais somos reles), não saber gravar um simples documento em excel?
Será que não sabe mesmo, ou isto é uma desculpa só para me atrasar a vida?
Irra, estou mesmo irritada!
E hoje tenho dentista, sorry mas não posso ficar mais da minha hora!
Temos de mandar as coisas hoje? ah ok, temos pena...
PARABÉNS AMIGA!!!
http://loja-dos-bolos.blogspot.com/junho 26, 2009
Mulheres
Amiga: "as vezes chateio-me de mim própria acreditas!?!
somos complicadas ahahhaahaa "
Eu: somos mulheres ponto. E tu és balança ponto final parágrafo.
50 anos...de tristeza?
Acredito que, muita da sua necessidade de ser tão irreverente e excêntrico se deveu ao facto de ele nunca ter sido criança, ao facto de que com 5 anos apenas já ser conhecido e reconhecido pelo seu enorme talento. E a criança Michael, apenas o Michael nunca tenha existido.
A recordação que fico dele, é sempre com aquele ar triste de quem diz: "Preciso de colo".
Posso estar redondamente enganada mas este senhor nunca foi verdadeiramente feliz.
Claro, teve certamente tudo o que quis e pode ter. Tudo aquilo que o dinheiro pode comprar. Até mesmo mudar o tom da pele. Mas, nunca deve ter sido uma criança que jogasse à bola, ou fizesse os disparates e brincadeiras que só são permitidas às crianças fazerem.Sem dúvida alguma que se foi isto que aconteceu, em nada lhe tirou o mérito e o grande dom com que nasceu! Em nada ficou atrás de muitos crecidos e em nada se mostrou ser pior que qualquer outro.
A criança cresceu e deu lugar ao homem, aprefeiçoando sempre o que lhe foi permitido fazer (ou feito por opção) e sem quaisquer dúvidas muito bem feito.
Escândalos à parte, ele revolucionou o mundo da música e ficará sempre na história!
Por isto, deixo aqui a minha homenagem e admiração por si...
ADEUS MICHAEL JACKSON!fotografias: http://www.google.com/
junho 23, 2009
5 para a meia noite
Será possivel que, qualquer programa ou série que seja minimamente interessante tenha de passar a horas tardias?Qual é o objectivo?
Dissuadir aquelas pessoas que não se interessam por novelas ou programas cheios de perguntas (supostamente culturais, como se o nível de cultura de um ser humano fosse maior quanto mais perguntas estúpidas e que apenas 0.001% da população mundial sabe?)?
Ou será que esses programas podem conter cenas, actos, conversas e insinuações que agridem alguma(s) classe(s) profissional(is), ou pessoas que não sabe(m) olhar para o espelho e admitir que erra(m)?
A verdade é que para 1º programa foi interessante, e eu sinceramente não dava nada pela Filomena Cautela e até me surpreendeu pela positiva, e a ver vamos os que se segue.
Eu gostei. Apesar de hoje não ter conseguido ir ao ginásio e estar aqui às cabeçadas, assim como aqueles cães hiper fofinhos e muito giros que se colocam nos carros...
E espero que por motivos de programação, ou outros semelhantes, consigamos poder assistir aos 3 meses prometidos pela estação.
Ah, a RTP2 é de facto a melhor estação pública. Tenho pena que, as outras não lhe sigam o exemplo.
Pronto poderiam ser um pouco diferentes. Poderiam ser um pouco diferentes de si mesmas.Poderiam passar menos telenovelas, please??
junho 22, 2009
Precisa-se de matéria prima para construir um País por Eduardo Prado Coelho - in Público
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.O problema está em nós. Nós como povo.Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL,DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa,como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
-Onde a falta de pontualidade é um hábito;
-Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
-Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
-Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
-Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
-Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
-Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
-Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
-Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.Não. Não. Não. Já basta.Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós,ELEITOS POR NÓS.
Nascidos aqui, não noutra parte...Fico triste.Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa ?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror ?
Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados... igualmente abusados !
É muito bom ser português.
Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimentocomo Nação, então tudo muda...Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar.
Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.Está muito claro...
Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e,francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.E você, o que pensa ?... MEDITE !
EDUARDO PRADO COELHO
Um sábado bem passado.
Depois de nos levantarmos quando o corpo permitiu, saímos de casa com muito sol (que bom é o verão), almoçámos em boa companhia e à tarde em conjunto com os amigos P&J, S&L&M, fomos a uma verdadeira tasca lisboeta, degustar uma bela caracolada. Sim, eu sei que para muitos é um verdadeiro nojo mas, eu confesso que não troco um pratalão (sim têm de ser muitos) de caracóis por qualquer marisco mais nobre (entenda-se que para mim, u
ns bons caracóis são um belo marisco) à mistura pão torrado com manteiga primor para todos, excepto para a minha amiga S. que insiste em comer pão com Planta. A ela a homenagem aqui ao lado.A tudo isto juntou-se uns chouriços assados, pica-pau, muitas imperiais (22 se não estou em erro) e mais uma garrafa de vinho verde, bem fresquinho porque o calor era muito e a sede também!
Depois segui-se uma ida ao Chapitô. A noite estava excelente e convidou a muitas bebidas - daquelas que levam gelo e lima, sabem? - e um geladinho à mistura.
A nossa querida M. está sempre bem disposta e animada. É um anjinho em pessoa e, para a idade dela, que muitas crianças fazem birras e sentem-se incomodados, ela está sempre muito bem! É linda!
Depois já era tarde e a S. teve de ir para casa com a M.. Ainda lhes fizemos um pouco de companhia mas depois segui-se Santos e o Bairro Alto. Para terminar nada melhor que um pãozinho com chouriço na Merendeira-24Julho.
Confesso que nesta parte já estava a deixar-me dormir. Mas como a noite estava um pouco mais fresca, e andar a pé até ao carro, foi um passo para despertar!
A noite terminou e por volta das 6.30h já estava em casa!
Bem, depois de alguns anos sem borgas, parece-me que voltámos a tomar-lhe o gosto (porque já são uns quantos fins-de-semana assim). Eheheh
Para a semana há mais!
fonte da imagem: google.com
Friday Night
http://www.bicadosapato.com/
Boa companhia, bom ambiente, boa música, bom clima, boa comida e um excelente vinho. Ideal para terminar uma semana em grande!
junho 19, 2009
Levantar cedo e cedo erguer...
06.40h - entrei no meu carro
07.04h - em cima da passadeira e pronta para correr 5km! (ufa, nunca pensei ser capaz! e sendo sexta-feira, estou mesmo de Parabéns!!) + algumas máquinas de manutenção localizada, muitos exercícios de alongamento.
08.06h - duche
08.20h -entrei novamente no carro
08.27h - já no trabalho pronta para uma nova maratona de 8h (mas as últimas 8h de trabalho desta semana, acho que com a rotina diária que tenho feito, bem mereço o fim-de-semana...)
junho 18, 2009
À velocidade da Luz
Quer estejamos bem ou não, ele consegue ser tão veloz que só quando paramos um pouco para pensar, nos apercebemos que, andamos à velocidade da luz!
Pois, a verdade é que já há quase um ano que não tenho passado por aqui.
Para dizer a verdade, nem me tenho lembrado deste meu cantinho perdido no tempo... por vezes lembro-me vagamente dele, quando estou a ler outros blogs, que ultimamente tenho seguido.
A verdade é que muitissimas coisas mudaram e para melhor (graças a mim, às pessoas que me rodeiam-e que sei que sempre posso contar com elas, graças às circunstâncias da vida, às certezas e incertezas, e graças - nunca pensei dizer isto - à minha depressão, que levou um belo pontapé no traseiro e foi embora de vez, assim espero eu).
A mudança foi grande, radical para mim, ousada para muitos e na hora certa para a minha sanidade mental.
Nestes 11 meses: tive uma valente depressão, tomei muitos comprimidos e quase nenhum com resultados, estive dias sem fim na cama sem me conseguir levantar, sem querer comer, vestir, sair e ver a luz do dia e... um dia disse BASTA e despedi-me do emprego miserável que tinha! este foi mais de meio caminho percorrido para a salvação.
Despedi-me e disse SIM eu consigo, SIM eu sou importante (muito mais que qualquer emprego ou problemazinho que pareça um bicho de 7 cabeças), SIM eu vou dar uma volta na minha vida e viver feliz e com um sorriso nos lábios!
Arranjei um novo emprego, muito perto de casa, com pessoas fantásticas e a fazer o que gosto!
Construímos uma empresa (que está a correr muito bem, e tenho de dizer isto baixinho não vá o diabo tecê-las...), inscrevi-me num ginásio, tranquei as vidas alheias, e vividas por mim mais por obrigação do que por necessidade, a sete chaves - fiquei só com a minha, que alívio... e resolvi ser feliz novamente, como sempre fui mas com o pormenor de gostar ainda mais do que antes gostava, gostar ainda mais de mim e sorrir, sorrir e sorrir todos os dias!
E pronto, assim se passaram 11 meses, com o Natal, a Passagem-de-Ano (que foi fantástica e recheada de bons e velhos amigos) , o Carnaval, a Páscoa... com muitas emoções e decisões e pronta para o que mais aí vier, sabendo que tenho as costas bem largas, para aguentar o que está para vir! e se as tenho com uns bons palmos de largura bem medidos devo a todos os meus amigos e a TI em especial...
julho 07, 2008
À minha amiga ALB...
William Shaskeapeare dizia:
..."que a vida é dura, mas eu sou mais ainda"
por isso, e por ti principalmente, lembra-te:
..."que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito"
e eu acrescento: ouve o teu coração, que embora, às vezes mesmo baralhado, sabe sempre indicar-nos o melhor caminho.
Só temos de perceber o que realmente queremos para nós e o que nos irá tornar feliz, é dificil, às vezes, eu sei, mas tu és forte e acima de tudo escorpiã ! e isto diz tudo!
Beijos amiga.
julho 03, 2008
Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida
Tom Jobim
Composição: Vinícius de Moraes
junho 30, 2008
Hoje estou assim...

junho 29, 2008
junho 26, 2008
junho 22, 2008
junho 19, 2008
junho 13, 2008
120 anos
junho 04, 2008
Novo membro
junho 02, 2008
maio 31, 2008
The Secret

E já lá vão 6 meses...
Desde o meu último post passaram quase 6 meses e olho para trás com a sensação que já se passarem muitos mais, mas sinto que no meio disso está um espaço vazio...será que é normal?Um tal vazio muito preenchido (eheheheh acho que estes 6 meses não melhoraram muito a minha cabeça, pelo contrário!)
dezembro 31, 2007
FELIZ 2008!!
The Same Old Story
dezembro 19, 2007
Detesto o Natal !!
Ainda ontem fui àquela loja onde os móveis veêm em caixa de cartão planas e foi o caos!
Comprei o que queria (ou não) a correr, levei encontrões e fui atropelada pelos carrinhos vezes sem conta e depois de ter gasto mais que queria (sim, porque estes senhores sabem colocar as coisas à mão de semear e quando chegamos a casa perguntamo-nos: mas para que é que eu quero isto?!) ainda saí de lá com uma bela dor de cabeça!! Socorro não há paciência para isto!!
Se todos temos direito a presentes, porque não terá o Ano Novo?
Por António Barreto
A MEIA DÚZIA DE LAVRADORES que comercializam directamente os seus produtos e que sobreviveram aos centros comerciais ou às grandes superfícies vai agora ser eliminada sumariamente. Os proprietários de restaurantes caseiros que sobram, e vivem no mesmo prédio em que trabalham, preparam-se, depois da chegada da "fast food", para fechar portas e mudar de vida. Os cozinheiros que faziam a domicílio pratos e "petiscos", a fim de os vender no café ao lado e que resistiram a toneladas de batatas fritas e de gordura reciclada, podem rezar as últimas orações. Todos os que cozinhavam em casa e forneciam diariamente, aos cafés e restaurantes do bairro, sopas, doces, compotas, rissóis e croquetes, podem sonhar com outros negócios. Os artesãos que comercializam produtos confeccionados à sua maneira vão ser liquidados.
A SOLUÇÃO FINAL vem aí. Com a lei, as políticas, as polícias, os inspectores, os fiscais, a imprensa e a televisão. Ninguém, deste velho mundo, sobrará. Quem não quer funcionar como uma empresa, quem não usa os computadores tão generosamente distribuídos pelo país, quem não aceita as receitas harmonizadas, quem recusa fornecer-se de produtos e matérias-primas industriais e quem não quer ser igual a toda a gente está condenado. Estes exércitos de liquidação são poderosíssimos: têm Estado-maior em Bruxelas e regulam-se pelas directivas europeias elaboradas pelos mais qualificados cientistas do mundo; organizam-se no governo nacional, sob tutela carismática do Ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho; e agem através do pessoal da ASAE, a organização mais falada e odiada do país, mas certamente a mais amada pelas multinacionais da gordura, pelo cartel da ração e pelos impérios do açúcar.
EM FRENTE À FACULDADE onde dou aulas, há dois ou três cafés onde os estudantes, nos intervalos, bebem uns copos, conversam, namoram e jogam às cartas ou ao dominó. Acabou! É proibido jogar!
Nas esplanadas, a partir de Janeiro, é proibido beber café em chávenas de louça, ou vinho, águas, refrigerantes e cerveja em copos de vidro. Tem de ser em copos de plástico.
Vender, nas praias ou nas romarias, bolas de Berlim ou pastéis de nata que não sejam industriais e embalados? Proibido.
Nas feiras e nos mercados, tanto em Lisboa e Porto, como em Vinhais ou Estremoz, os exércitos dos zeladores da nossa saúde e da nossa virtude fazem razias semanais e levam tudo quanto é artesanal: azeitonas, queijos, compotas, pão e enchidos.
Na província, um restaurante artesanal é gerido por uma família que tem, ao lado, a sua horta, donde retira produtos como alfaces, feijão verde, coentros, galinhas e ovos? Acabou.
É proibido.
Embrulhar castanhas assadas em papel de jornal? Proibido.
Trazer da terra, na estação, cerejas e morangos? Proibido.
Usar, na mesa do restaurante, um galheteiro para o azeite e o vinagre é proibido. Tem de ser garrafas especialmente preparadas.
Vender, no seu restaurante, produtos da sua quinta, azeite e azeitonas, alfaces e tomate, ovos e queijos, acabou. Está proibido.
Comprar um bolo-rei com fava e brinde porque os miúdos acham graça? Acabou. É proibido.
Ir a casa buscar duas folhas de alface, um prato de sopa e umas fatias de fiambre para servir uma refeição ligeira a um cliente apressado? Proibido.
Vender bolos, empadas, rissóis, merendas e croquetes caseiros é proibido. Só industriais.
É proibido ter pão congelado para uma emergência: só em arcas especiais e com fornos de descongelação especiais, aliás caríssimos.
Servir areias, biscoitos, queijinhos de amêndoa e brigadeiros feitos pela vizinha, uma excelente cozinheira que faz isto há trinta anos? Proibido.
AS REGRAS, cujo não cumprimento leva a multas pesadas e ao encerramento do estabelecimento, são tantas que centenas de páginas não chegam para as descrever.
Nas prateleiras, diante das garrafas de Coca-Cola e de vinho tinto tem de haver etiquetas a dizer Coca-Cola e vinho tinto.
Na cozinha, tem de haver uma faca de cor diferente para cada género.
Não pode haver cruzamento de circuitos e de géneros: não se pode cortar cebola na mesma mesa em que se fazem tostas mistas.
No frigorífico, tem de haver sempre uma caixa com uma etiqueta "produto não válido", mesmo que esteja vazia.
Cada vez que se corta uma fatia de fiambre ou de queijo para uma sanduíche, tem de se colar uma etiqueta e inscrever a data e a hora dessa operação.
Não se pode guardar pão para, ao fim de vários dias, fazer torradas ou açorda.
Aproveitar outras sobras para confeccionar rissóis ou croquetes? Proibido.
Flores naturais nas mesas ou no balcão? Proibido. Têm de ser de plástico, papel ou tecido.
Torneiras de abrir e fechar à mão, como sempre se fizeram? Proibido. As torneiras nas cozinhas devem ser de abrir ao pé, ao cotovelo ou com célula fotoeléctrica.
As temperaturas do ambiente, no café, têm de ser medidas duas vezes por dia e devidamente registadas.
As temperaturas dos frigoríficos e das arcas têm de ser medidas três vezes por dia, registadas em folhas especiais e assinadas pelo funcionário certificado.
Usar colheres de pau para cozinhar, tratar da sopa ou dos fritos? Proibido. Tem de ser de plástico ou de aço.
Cortar tomate, couve, batata e outros legumes? Sim, pode ser. Desde que seja com facas de cores diferentes, em locais apropriados das mesas e das bancas, tendo o cuidado de fazer sempre uma etiqueta com a data e a hora do corte.
O dono do restaurante vai de vez em quando abastecer-se aos mercados e leva o seu próprio carro para transportar uns queijos, uns pacotes de leite e uns ovos? Proibido. Tem de ser em carros refrigerados.
TUDO ISTO, como é evidente, para nosso bem. Para proteger a nossa saúde. Para modernizar a economia. Para apostar no futuro. Para estarmos na linha da frente. E não tenhamos dúvidas: um dia destes, as brigadas vêm, com estas regras, fiscalizar e ordenar as nossas casas. Para nosso bem, pois claro.
«Retrato da Semana» - «Público» de 25 de Novembro de 2007
Portugal no seu melhor...
A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser compradas, sem se fazer qualquer exame. Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como matéria-prima de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.
Esses defeitos, essa CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA congénita , essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte...
Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.
E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda..
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO.
AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!
Já que não acredito no Pai Natal...
Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates P'ra junto do Sá Carneiro
Se puderes faz um esforço Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem E leva o Durão Barroso
Para que tudo corra bem E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a coisa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está boa
Não te esqueças do Louça
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal
E como o carro vem vazio
E é preciso poupar
Traz de volta o nosso tio
O Professor Salazar
E para este não vir sozinho
Mais um ou dois não faz mal
Por também fazer falta
Traz o Marquês de Pombal!
(Autor que eu desconheço)
novembro 28, 2007
novembro 07, 2007
Novo Membro a Caminho
A ti
novembro 02, 2007
novembro 01, 2007
Stand Up

outubro 31, 2007
Prioridades
O "Timing", nos dias de hoje, parece ser a desculpa para muitos, mas para mim, muitas vezes, não deixa de ser apenas a D-E-S-C-U-L-P-A para quando não se quer, não se pode, não apetece, ou se se tem uma outra prioridade. Até aqui tudo bem.
Cada um tem o direito de ficar triste com o que quer. Isto também não é discutível. Até aqui tudo bem.
Hoje apercebi-me (já o sabia, mas temos sempre esperança que algumas coisas mudem) que, há prioridades e prioridades. Há "timing's" e "timing's". Quando há convites ou se pensa em fazer algum: Há convites e convites (muitos deles têm de ser com pelo menos uma semana de antecedência, no mínimo, pois já vais com sorte se não tiver de ser em papel azul de 25 linhas e com selo branco - MUITO IMPORTANTE!). Há amigos e amigos... Ok. Até aqui tudo bem também.
Cada um usa o seu tempo livre com quem quer, com o que quer, como quer e com a prioridade que lhe quer dar.
O meu, a partir de hoje, será usado apenas, comigo e com aqueles que estão sempre comigo: aqueles que, não se esquecem, não desvalorizam, não trocam por outra qualquer coisa, e me fazem lembrar que, pelo menos uma vez no ano, eu sou especial (mais que eles nesse dia) e que fazem questão de estar comigo e para mim.
Chamem-me egoísta. Que tenho mau feitio... Ok. Aceito.
Mas, sei que muitos me entendem... espero!
outubro 30, 2007
E há dias assim...
Wikipédia: A estupidez é a qualidade ou condição de ser estúpido, ou a falta de inteligência, ao contrário de ser meramente ignorante ou inculto. (...) O termo assim também pode se referir ao uso inadequado do juízo, ou insensibilidade a nuances por uma pessoa que se julga inteligente. A determinação de quem é estúpido é relativamente difícil.
Só por amor...
outubro 26, 2007
Estou de Volta
A fase da "falta de tempo" passou e seguiu-se uma outra onde o tempo sobrou às 24h diárias, neste momento acho que tenho o meu dia dividido como a maioria dos mortais, e já me sinto mais "normal" (se é que isto é possivel) : 8h para dormir, 8h para trabalhar e 8h para fazer o que quiser (neste momento também uso boa parte destas para dormir e muitas outras no trânsito).
Estou numa fase de mudança, onde as responsabilidades acumulam-se e os deveres também. Acho que estou a crescer! Mas,onde a realização profissional começa a ganhar terreno e onde vejo a aplicação prática das coisas que, há uns meses atrás não tinha sitio onde as colocar. Resta agora arrumá-las no sitio certo, de preferencia não num muito alto, porque sou baixinha e tenho medo de não lá chegar...













